Uma intensa massa de ar quente proveniente do Norte de África deverá atingir grande parte da Europa nos próximos dias, provocando uma subida acentuada das temperaturas em vários países. Meteorologistas alertam para uma nova cúpula de calor que poderá levar os termómetros perto dos 40 graus em regiões de France, Spain e até do United Kingdom.
Portugal também deverá sentir os efeitos desta onda de calor, sobretudo no interior do país, onde as temperaturas poderão ultrapassar os 35°C em diversas regiões. O aumento do calor, combinado com vento e baixa humidade, eleva significativamente o risco de incêndios rurais.
Massa de ar africana aquece a Europa Ocidental
Segundo previsões meteorológicas, a origem deste episódio está numa corrente de ar muito quente e seco vinda do Norte de África, fenómeno cada vez mais frequente durante os meses de verão europeus.
Especialistas explicam que as chamadas “cúpulas de calor” acontecem quando uma área de alta pressão fica estacionada sobre determinada região, prendendo o ar quente durante vários dias e impedindo a entrada de massas de ar mais fresco.
Além das temperaturas elevadas durante o dia, também se esperam noites tropicais em várias cidades europeias, com mínimas acima dos 20 graus, dificultando o arrefecimento natural e aumentando o desconforto térmico.
Portugal entra em vigilância devido ao risco de incêndios
As autoridades portuguesas acompanham a evolução das condições meteorológicas devido ao risco acrescido de incêndios florestais. O calor extremo, aliado à vegetação seca após semanas de pouca chuva, cria condições favoráveis à rápida propagação de fogos.
Distritos do interior poderão registar os valores mais elevados, enquanto regiões urbanas como Lisbon e Porto também deverão enfrentar temperaturas acima da média para esta época.
A Proteção Civil recomenda:
- evitar exposição solar nas horas de maior calor;
- manter hidratação frequente;
- evitar queimadas e utilização de maquinaria em zonas rurais;
- acompanhar os avisos oficiais das autoridades.
Europa enfrenta eventos extremos cada vez mais frequentes
Nos últimos anos, a Europa tem registado ondas de calor cada vez mais intensas e prolongadas. Cientistas apontam que as alterações climáticas estão a aumentar a frequência e severidade destes fenómenos extremos.
Além dos impactos na saúde pública, episódios de calor extremo aumentam o risco de incêndios, pressionam sistemas de energia e afetam agricultura, transportes e abastecimento de água em várias regiões do continente.
As próximas semanas deverão ser acompanhadas com atenção pelas autoridades europeias, sobretudo nos países do sul da Europa, historicamente mais vulneráveis a períodos de calor intenso e seca.


















