Os investidores brasileiros foram responsáveis por cerca de 12% do total de 879,5 milhões de euros aplicados por estrangeiros no mercado habitacional de Lisboa, segundo dados da consultora Confidencial Imobiliário.
O estudo indica que o capital estrangeiro continua a desempenhar um papel relevante na dinâmica do mercado residencial da capital portuguesa, num contexto de forte procura internacional por imóveis em Lisboa, impulsionada por fatores como qualidade de vida, segurança e atratividade turística e económica.
Peso do investimento estrangeiro
O volume global de investimento estrangeiro no segmento habitacional lisboeta atingiu 879,5 milhões de euros no período analisado, com destaque para a diversidade de origens do capital. Entre os principais investidores estão europeus, norte-americanos e sul-americanos, com o Brasil a manter uma posição de relevo dentro do universo de compradores não europeus.
A fatia de 12% atribuída a investidores brasileiros reflete a ligação histórica, cultural e linguística entre os dois países, que tem facilitado a entrada de compradores individuais e investidores institucionais no mercado imobiliário português.
Contexto: mercado de Lisboa mantém pressão de preços
Lisboa continua a ser um dos mercados residenciais mais dinâmicos da Europa, com preços médios que têm atingido novos máximos nos últimos anos, segundo relatórios recentes da Confidencial Imobiliário.
A escassez de oferta, combinada com a procura internacional e nacional, tem contribuído para a valorização dos imóveis, sobretudo nas zonas centrais e em áreas de reabilitação urbana.
Mudança no perfil dos investidores estrangeiros
Nos últimos anos, o mercado português tem registado uma diversificação das origens do investimento estrangeiro. Enquanto compradores europeus continuam dominantes, há um crescimento consistente de investidores oriundos da América do Norte e da América do Sul, com o Brasil a destacar-se pela consistência da sua participação.
Especialistas do setor apontam ainda que parte deste investimento está associado não apenas à compra de habitação própria, mas também a estratégias de arrendamento de média e longa duração, aproveitando a elevada procura turística e de expatriados em Lisboa.


















