A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) informou que a greve dos técnicos de migração, iniciada esta segunda-feira, não teve impacto no funcionamento dos serviços nem obrigou ao cancelamento de marcações.
De acordo com informação oficial divulgada pela agência, a adesão ao protesto ficou abaixo dos 3% dos trabalhadores. 21 funcionários aderiram à paralisação, num universo superior a 700 profissionais.
Num comunicado, a AIMA referiu que, durante a manhã do primeiro dia de greve, “a adesão registada situou-se abaixo dos 3% dos trabalhadores, sem impacto no funcionamento dos serviços”. A entidade acrescentou ainda que todas as Lojas AIMA permaneceram em funcionamento, garantindo o atendimento previamente agendado, sem necessidade de reagendamentos nem registo de constrangimentos operacionais.
A agência indicou também que continuará a acompanhar a evolução da situação ao longo dos próximos dias. A greve está convocada para decorrer até sexta-feira, dia 5 de junho.
Apesar da paralisação, a orientação mantém-se: os utentes com atendimento marcado devem comparecer normalmente, ainda que exista a possibilidade de alguns serviços sofrerem atrasos ou alterações pontuais.
A situação continua a gerar preocupação entre muitos imigrantes, sobretudo devido ao risco de eventuais remarcações poderem representar novos períodos prolongados de espera.
A greve foi convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração, que justifica a decisão com a persistência de problemas estruturais que, segundo o sindicato, afetam tanto os trabalhadores como o funcionamento dos serviços.
Entre as principais reivindicações estão a degradação das condições de trabalho, o aumento da pressão sobre os funcionários sem reforço adequado dos meios humanos e técnicos, bem como as dificuldades em responder com maior rapidez aos processos de regularização, com impacto direto nos trabalhadores e nos cidadãos estrangeiros.




















