A febre das cadernetas do Mundial está oficialmente de regresso e já está a causar dificuldades no abastecimento em várias papelarias, supermercados e quiosques portugueses. A edição do Mundial 2026 da Panini tornou-se num verdadeiro fenómeno entre colecionadores de todas as idades, levando muitos pontos de venda a esgotarem rapidamente as saquetas de cromos.
A tradição mantém-se viva há décadas e continua a unir gerações. Crianças, pais e até antigos colecionadores voltam a reunir-se para trocar cromos, completar equipas e tentar terminar aquela que promete ser a maior caderneta de sempre da histórica marca italiana.
A maior coleção de sempre
A edição dedicada ao Mundial de 2026 deverá incluir mais de 800 cromos, cerca de 300 a mais do que em edições anteriores. O aumento do número de seleções participantes — que passa para 48 equipas — contribui para uma coleção muito mais extensa, com novos estádios, jogadores e conteúdos especiais.
Com mais cromos para colecionar, os custos também aumentam significativamente. Segundo cálculos avançados pelo especialista britânico em economia do futebol Kieran Maguire, completar a coleção poderá custar entre 500 e 1.570 euros, dependendo da sorte nas compras e das trocas realizadas entre colecionadores.
Em Portugal, cada saqueta está atualmente à venda por 1,50 euros, um valor que representa uma subida de cerca de 275% face ao preço praticado há duas décadas.
Trocas de cromos continuam a ser tradição
Apesar dos preços elevados, a troca de cromos continua a ser uma das partes mais importantes da experiência. Em várias cidades portuguesas já existem encontros organizados em centros comerciais, escolas e grupos nas redes sociais, onde centenas de pessoas se juntam para trocar repetidos e reduzir os gastos.
Para muitos fãs, completar a caderneta é mais do que um passatempo — é um ritual associado à emoção do Mundial e à nostalgia de outras gerações.
Fim de uma era entre FIFA e Panini
A coleção do Mundial 2026 terá também um significado especial por outro motivo: será a penúltima edição produzida pela Panini no âmbito da parceria histórica com a FIFA.
Depois do Mundial de 2030, os direitos de produção das cadernetas e cromos passam para a Topps, colocando um ponto final numa colaboração com mais de 50 anos que marcou gerações de adeptos em todo o mundo.
A mudança promete transformar o mercado dos colecionáveis desportivos, com a Topps a preparar novos formatos, incluindo experiências digitais e cromos interativos.
Enquanto isso, em Portugal, a procura continua em alta e encontrar saquetas disponíveis já se tornou um verdadeiro desafio para muitos colecionadores.








