Republicano assinou medida que pode barrar a concessão da cidadania a filhos nascidos nos EUA de imigrantes ou turistas, que pode ser considerada inconstitucional. Na segunda (29), tribunal decidiu contra Trump em três casos e a favor do presidente em um deles.
A Suprema Corte dos EUA deve proferir, nesta terça-feira (30), as decisões finais de diversos casos, sendo o principal deles a tentativa do presidente Donald Trump de acabar com a cidadania automática para todos os que nascem no país.
Na segunda (29), nas decisões finais de outros casos, o mais alto tribunal do país impôs três derrotas a Trump e lhe concedeu uma vitória. A chamada cidadania por direito de nascença está prevista na 14ª Emenda da Constituição dos EUA, que afirma que “todas as pessoas nascidas” nos Estados Unidos “são cidadãos dos Estados Unidos”.
No primeiro dia de seu segundo mandato como presidente, no entanto, Donald Trump assinou uma ordem executiva limitando esse direito, embora sem detalhes claros sobre a concessão da cidadania. A medida faz parte de um pacote mais amplo de combate à imigração, que pode barrar a concessão da cidadania a filhos nascidos nos EUA de imigrantes ou turistas.
O caso chegou à Suprema Corte por meio de um processo iniciado em New Hampshire batizado de “Trump versus Barbara”.
Ele teve início quando uma imigrante hondurenha chamada Barbara, moradora do estado de New Hampshire, processou o governo Trump por considerar inconstitucional uma medida que restringe a cidadania americana.
Barbara e seu marido são imigrantes não documentados e ela tem três filhos, todos nascidos em Honduras. Ela decidiu processar o governo após descobrir estar grávida de seu quarto filho, o qual nasceria nos EUA, mas não teria direito à cidadania americana.
O sobrenome de Barbara não foi divulgado publicamente por receio de que ela seja alvo de represálias de apoiadores do presidente.















