A escassez de mão de obra em Lisboa começa a tornar-se mais evidente em setores como a restauração, hotelaria, construção civil, limpezas e serviços de apoio. Empresários e associações do setor alertam que a dificuldade em contratar trabalhadores está a agravar-se, numa altura em que muitos processos de regularização de imigrantes continuam pendentes.
Em restaurantes, hotéis e empresas de construção, a falta de pessoal já obriga à redução de horários, ao adiamento de obras e a um aumento da carga de trabalho para as equipas existentes. Muitos empregadores reconhecem que, nos últimos anos, os trabalhadores imigrantes passaram a desempenhar um papel essencial para manter estas atividades em funcionamento.
Especialistas defendem que Portugal enfrenta um desafio demográfico crescente e que a economia continuará a depender da imigração para responder às necessidades do mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, empresários apelam a processos de legalização mais rápidos, argumentando que muitos trabalhadores já têm emprego, descontam para a Segurança Social e aguardam apenas a regularização da sua situação.
A situação reacendeu o debate sobre a importância da imigração para a economia portuguesa. Enquanto o Governo procura rever as políticas migratórias, representantes do setor empresarial defendem que é necessário garantir regras claras, mas também assegurar que as empresas não fiquem sem a mão de obra de que necessitam para continuar a crescer.
Para muitos empresários de Lisboa, a realidade já é visível no dia a dia: encontrar trabalhadores tornou-se mais difícil e a ausência de mão de obra imigrante começa a refletir-se na prestação de serviços e no ritmo da atividade económica.















