O Governo vai declarar situação de alerta em Portugal continental a partir da meia-noite desta sexta-feira, na sequência da onda de calor e do elevado risco de incêndio rural. O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, após uma reunião do Comando Integrado de Prevenção e Operações, em Leiria.
A medida prevê restrições excecionais, incluindo a proibição de queimadas, queimas de sobrantes agrícolas e da utilização de maquinaria em espaços florestais e rurais, como motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, exceto quando integrados em operações de combate a incêndios. Também fica proibida a utilização de fogo de artifício, outros artigos pirotécnicos e o lançamento de balões com mecha, sendo ainda suspensas as autorizações já emitidas para estas atividades.
Luís Neves apelou à responsabilidade de todos os cidadãos, alertando que pequenos atos de negligência podem provocar incêndios de grandes dimensões, sobretudo numa altura em que as temperaturas deverão manter-se muito elevadas durante vários dias.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê que a onda de calor possa prolongar-se até cerca de 10 dias. A partir de sexta-feira, 12 distritos estarão sob aviso vermelho devido às temperaturas extremas, que poderão atingir os 44 graus, acompanhadas por noites tropicais e risco máximo ou muito elevado de incêndio em grande parte do território.















